A mudança aconteceu no contexto da reformulação do projeto da Aston Martin. Newey foi apresentado pela equipe em setembro de 2024, e a estrutura precisou migrar para um novo conceito, com o túnel de vento ficando pronto apenas em abril. Esse redesenho teve efeito direto sobre os fornecedores de motores, incluindo a Honda.
Redesenho afetou o projeto da Honda
Na descrição de Tsunoda, Newey comunicou à Honda a necessidade de alterar “quase tudo” na unidade de potência. A informação indica que o pacote de 2026 não passou apenas por ajustes pontuais, mas por uma revisão relevante para se adequar ao conceito adotado pela Aston Martin.
O tema ganhou repercussão também por avaliações externas. Andrew Garrison, ex-diretor técnico da F1 ouvido pelo Autosport Web, afirmou que a Honda “deveria ter reagido”, levando em conta os possíveis efeitos colaterais da mudança. Em outra avaliação, ele disse que, se estivesse no lugar da fabricante, “diria adeus a isso mais cedo ou mais tarde”.
Pressão cresce em meio aos resultados da Aston Martin
O debate sobre o trabalho conjunto entre Aston Martin e Honda aparece num momento de pressão por desempenho. A equipe teve uma eliminação dupla no Q1 recentemente, resultado que aumentou a insatisfação interna com o rendimento do carro.
A Honda também levou para a pista sua primeira grande atualização de motor da temporada no GP da Holanda. Ao mesmo tempo, seguem circulando rumores de que a Aston Martin conversa com Mercedes e Red Bull Powertrains sobre alternativas de longo prazo.
Além da questão do motor, o quadro esportivo inclui dificuldades do carro em curvas, com a Aston Martin ainda sendo colocada entre as equipes mais lentas nesse tipo de trecho.