“Temos de reconstruir o WRC, é um dos campeonatos mais populares”, afirmou Boullier. Os investidores ligados a ele são Cosmobilis e Park Square Capital.
Mídia é a principal frente do projeto comercial
Segundo Boullier, o principal eixo de investimento será a área de mídia, dentro de uma estratégia para recolocar o WRC em um patamar mais forte de visibilidade mundial. O plano também prevê tornar o campeonato mais atrativo para patrocinadores, com a exposição global da categoria no centro da discussão.
“O maior polo de investimento para nós vai ser a mídia”, disse Boullier. A linha adotada por ele combina esse esforço comercial com a preservação da identidade da modalidade. “O DNA do rally é o acesso”, resumiu.
A ideia de manter o rally acessível aparece como um dos pontos da tentativa de reconexão com os fãs, ao mesmo tempo em que o campeonato busca uma apresentação mais forte para mídia e parceiros comerciais.
Formato das especiais e tamanho do calendário seguem abertos
Entre os temas em debate está o desenho esportivo dos eventos. Boullier apontou como formato ideal para uma especial um trecho de 30 quilômetros percorrido duas vezes, uma indicação concreta de como ele enxerga a estrutura de prova dentro desse processo de reconstrução.
O calendário também segue sem definição fechada para o futuro. Atualmente, o WRC tem 14 ralis, com possibilidade de chegar a 15 adiante, mas Boullier evitou fixar um número como meta. “Não há um número ideal por enquanto”, afirmou.
Pneus entram no pacote de discussões técnicas
Outro assunto tratado por Boullier é a questão dos pneus. Há conversas em andamento com a Hankook, dentro de um conjunto mais amplo de discussões sobre formato de rali e gestão técnica dos eventos.
Essas tratativas sobre pneus acontecem paralelamente ao debate sobre a própria configuração das especiais, com o campeonato avaliando mudanças de produto e apresentação sem abandonar o acesso do público às provas.