O caso se soma a outros ruídos de comunicação vividos por Hamilton na temporada. Antes, o piloto já havia tido um desentendimento com seu antigo engenheiro de corrida, Riccardo Adami, em meio a trocas consideradas ruins no rádio. Em 2026, esse contato melhorou com Carlo Santi.
Coulthard questiona a explicação da Ferrari para o silêncio no rádio
Ao analisar o episódio no podcast Up To Speed, David Coulthard afirmou que não vê problema nem no pedido de desculpas nem no desabafo de Hamilton durante a prova. “Não há problema em pedir desculpas, nem em falar o que pensa”, disse.
A crítica de Coulthard se concentrou na justificativa usada por Fred Vasseur para não detalhar a estratégia pelo rádio. Segundo o ex-piloto, esse argumento não elimina a dúvida sobre a condução da situação em pista. “Eles sabem que as outras equipes estão ouvindo”, afirmou, ao comentar a razão apresentada pelo chefe da Ferrari para evitar explicações mais completas durante a corrida.
O ponto central do incômodo de Hamilton foi a percepção de que perdeu tempo atrás do companheiro antes de a equipe resolver a situação. A reação no rádio veio justamente nesse contexto, e a Ferrari voltou a ser cobrada pela clareza das mensagens passadas ao piloto em momentos decisivos de prova.
Comparação com a Mercedes também entrou na discussão
Na análise da comentarista Naomi Schiff, o momento mais problemático da comunicação de Hamilton foi quando ele levou a Mercedes para a conversa sobre ordens de equipe. “O erro do Lewis na comunicação foi apontar diretamente como a Mercedes tinha administrado tão bem suas ordens de equipe”, afirmou.
O episódio ganhou mais peso porque aconteceu depois da troca no comando da comunicação de Hamilton ao longo da temporada. A relação com Riccardo Adami já havia passado por atritos por falhas no rádio, e a entrada de Carlo Santi trouxe melhora nesse contato em 2026, mesmo com a nova discussão sobre a forma como a Ferrari explicou — ou deixou de explicar — sua estratégia durante a corrida.