A equipe adotou uma linha de evolução contínua, com ajustes menores de corrida para corrida, em vez de concentrar tudo em grandes pacotes de atualização. Fred Vasseur, chefe da Ferrari, confirmou o plano ao dizer que “a estratégia é que vamos continuar pressionando até o fim”.
Na temporada, Lewis Hamilton e Charles Leclerc já conquistaram uma vitória cada pela Ferrari. Com 11 corridas restantes, a equipe segue investindo no carro em um cenário de equilíbrio mais acentuado no pelotão da frente.
Pacote menor e disputa apertada na frente
As próximas novidades da Ferrari serão introduzidas em Monza e fazem parte dessa política de ganhos graduais. O contexto competitivo ajuda a explicar a escolha: em Zandvoort, Mercedes, McLaren e Ferrari ficaram separadas por apenas um décimo na classificação sprint.
Em diferentes etapas da temporada, a diferença entre a pole e a terceira fila do grid tem ficado rotineiramente na casa de três décimos. Nesse quadro, pequenas evoluções aerodinâmicas podem ter peso direto no posicionamento no grid e no rendimento ao longo do fim de semana.
Ferrari diz que plano cabe no limite de gastos
Além do aspecto técnico, a Ferrari também trabalha com o equilíbrio entre o desenvolvimento no túnel de vento e as restrições financeiras da categoria. Vasseur afirmou que a continuidade das atualizações não representa um problema para a equipe dentro do planejamento orçamentário: “Não temos problema com o limite de gastos, estamos seguindo o plano”.
Enquanto a Ferrari mantém esse ritmo de evolução, a Mercedes aparece em situação diferente. A próxima atualização mais significativa da equipe está prevista apenas para a etapa do Bahrein em outubro, e Toto Wolff, chefe da Mercedes, resumiu a limitação atual: “Não temos dinheiro para colocar desenvolvimentos no carro”.