A temporada já é uma das mais difíceis de Verstappen desde 2017. Mesmo assim, ele conseguiu dois segundos lugares até aqui, na Áustria e na Hungria. O número evita, por enquanto, que 2026 se aproxime de 2015 em resultados, ano em que ele não venceu e teve como melhores colocações dois quartos lugares, também na Hungria e nos Estados Unidos.
Problemas de aderência seguem no centro da crise da Red Bull
Verstappen já manifestou preocupação com os problemas de aderência do RB22, e esse tem sido o ponto central da queda de desempenho da Red Bull. Em pistas de alta carga aerodinâmica, o carro aparece atualmente como apenas o quarto mais rápido do grid, atrás de rivais como Mercedes e Ferrari.
Além da falta de aderência, o RB22 convive com dificuldades de equilíbrio, o que ajuda a explicar por que Verstappen tem precisado andar tão próximo do limite. Coronel resumiu essa leitura ao dizer: “Eu vejo que o Max tem aquele algo a mais que às vezes senti falta recentemente.” Na sequência, acrescentou: “Dá para ver que ele pilota muito no limite.”
A Red Bull também promoveu mudanças na asa traseira Macarena, peça ligada ao nível de carga aerodinâmica do carro. A modificação faz parte da tentativa de melhorar o comportamento do RB22, mas o conjunto ainda não alterou o panorama de forma decisiva.
Mesmo com lampejos, previsão para o ano segue sem vitórias
Coronel avalia que Verstappen ainda pode produzir resultados isolados, mas sem força suficiente para transformar isso em triunfo. “Ele pode acertar um golpe aqui e ali, mas não vai vencer”, afirmou.
O ano já teve outros sinais das dificuldades do carro. Em julho, Verstappen rodou no GP da Inglaterra, episódio que se somou a uma campanha marcada por problemas de grip e por um desempenho especialmente fraco da Red Bull nas pistas em que a carga aerodinâmica é mais determinante.