A mudança chamou a atenção de Carlos Sainz, que associou oscilações como essa ao impacto do regulamento técnico atual sobre a adaptação dos pilotos. Ao comentar a diferença de desempenho entre companheiros de equipe, o piloto afirmou que o comportamento do grid mudou de forma perceptível nesta geração de carros.
“Foi impressionante ver o quanto o equilíbrio de performance entre companheiros de equipe mudou”, disse Sainz. “Acho que isso é uma lição para todo mundo.”
Menos downforce e carros com comportamento diferente
Os carros de 2026 são menores e mais leves, mas produzem cerca de 30% menos downforce do que os modelos anteriores. Outro ponto citado nesse contexto é a participação maior das baterias, que agora respondem por quase metade da entrega de potência do carro.
Na avaliação de Sainz, esse conjunto aumentou o peso da adaptação individual de cada piloto. O espanhol também observou variações internas relevantes em outras equipes, citando Mercedes e Ferrari como exemplos de mudanças marcantes no equilíbrio entre companheiros.
“Você precisa se adaptar. Pode levar algum tempo, mas, no fim, precisa encontrar um jeito”, afirmou Sainz.
Stella detalha a dificuldade de Piastri com o carro atual
Na McLaren, Andrea Stella, chefe da equipe, já havia explicado que Piastri ainda não consegue guiar o carro de 2026 de forma natural. Segundo o dirigente, isso tem custo direto de desempenho em volta lançada e em ritmo de corrida.
“Piastri não consegue pilotar por instinto, e isso naturalmente está custando a ele alguns décimos por volta”, afirmou Stella.
Além da diferença no campeonato, Piastri também perdeu terreno por um problema mecânico recente: ele abandonou a prova na Hungria a 15 voltas do fim por causa de uma falha no câmbio. Norris também teve uma corrida difícil em Zandvoort e terminou mais de meio minuto atrás, em outro resultado que entrou na sequência de oscilações de rendimento registradas nesta temporada entre pilotos da mesma equipe.