“Correr pela Ferrari continua sendo meu objetivo”, afirmou Bearman. Ao falar sobre o próprio planejamento de carreira, ele também foi direto sobre o tempo de espera: “Não posso passar os meus melhores anos esperando indefinidamente”.
O cenário atual na Ferrari ajuda a explicar a indefinição. As duas vagas da equipe estão ocupadas por Charles Leclerc e Lewis Hamilton, o que reduz o caminho imediato para uma promoção de Bearman, mesmo com a ligação estrutural entre Ferrari e Haas.
Ligação com a Ferrari não assegura promoção
Bearman era visto como um sucessor natural dentro da estrutura ligada à Ferrari, justamente por integrar a academia da marca e competir na Haas, que mantém uma parceria técnica com a Ferrari. Ainda assim, essa conexão não representa garantia de avanço para o time principal.
A trajetória recente do piloto reforça por que ele entrou nesse radar. Bearman estreou na Fórmula 1 em 2024, no GP da Arábia Saudita, e terminou em sétimo, marcando pontos logo na primeira corrida. Na temporada seguinte, virou titular da Haas e seguiu como piloto da equipe em 2026.
Com contrato na Haas até o fim deste ano e vínculo com a Academia da Ferrari por mais uma temporada além disso, Bearman fica preso a um intervalo em que continua conectado à Ferrari, mas sem uma vaga aberta no time principal.
Haas já avaliou outros nomes para o futuro
Ao mesmo tempo em que a situação de Bearman depende do movimento da Ferrari, a Haas também analisou alternativas para sua própria formação. A equipe testou Rafael Câmara, Leonardo Fornaroli e Ryo Hirakawa.
Esses testes ampliam a lista de possibilidades da Haas para as próximas temporadas e mantêm o futuro de Bearman sob avaliação em duas frentes: a abertura de espaço na Ferrari e a definição da própria equipe sobre sua formação. Até aqui, a Haas não tem um favorito claro entre as alternativas observadas.