Segundo Vasseur, a presença de Hamilton alterou a dinâmica interna da equipe, mesmo sem uma adoção integral das sugestões do britânico. “Sim, mas não fizemos tudo o que ele queria”, afirmou o dirigente ao ser questionado sobre a quantidade de mudanças pedidas pelo piloto.
Ferrari vê efeito positivo ao “mexer no sistema”
Vasseur tratou a influência de Hamilton como algo saudável para a organização. “É bom mexer um pouco no sistema”, disse o chefe da Ferrari. A chegada do piloto aconteceu depois de sua passagem vitoriosa pela Mercedes, e em um momento em que ele precisou lidar com dificuldades de adaptação ao ambiente da Ferrari ao longo da campanha de 2025.
O dirigente também indicou que o processo precisa ser absorvido de forma coletiva, em vez de virar disputa interna entre referências diferentes dentro da equipe. Ao falar sobre a troca de impressões entre pilotos e engenheiros, Vasseur afirmou que o pior cenário é quando surge a sensação de que alguém está tentando encontrar uma desculpa.
Teto de gastos limita mudanças amplas
A Ferrari trabalha esse processo em um contexto de restrições orçamentárias da F1, o que reduz a margem para alterações amplas de estrutura e desenvolvimento. Ao mesmo tempo, o SF-26 é descrito como um carro inovador, com soluções como a pequena asa no escape que acabou amplamente copiada no grid.
Hamilton divide a equipe com Charles Leclerc, que caminha para se tornar o piloto há mais tempo ligado à Ferrari em 2027. A convivência entre a experiência de Hamilton e a continuidade de Leclerc faz parte do cenário administrado por Vasseur enquanto a equipe tenta transformar pedidos dos pilotos em mudanças viáveis dentro das limitações técnicas e financeiras da categoria.