As mudanças introduzidas antes da pausa de verão envolveram alterações em seções traseiras do assoalho e nos dutos de freio traseiros. Segundo Neil Houldey, diretor técnico de engenharia da McLaren, o pacote não representa um ganho dramático de tempo de volta, mas elevou o nível de competitividade do carro. “Essas atualizações não são significativas em termos de tempo de volta, mas nos deixam um pouco mais competitivos”, afirmou.
Pacote melhorou o carro em curvas rápidas
O efeito mais claro das novidades foi o aumento de downforce em trechos de alta velocidade, um ponto importante no desempenho recente da McLaren. Andrea Stella, chefe da equipe, relacionou diretamente os resultados aos tipos de pista. “Budapeste e Zandvoort eram circuitos de alta carga aerodinâmica que se adequavam melhor às características do carro”, disse.
Antes disso, a McLaren havia enfrentado dificuldades em cenários bem diferentes ao longo da temporada. Em Mônaco, terminou fora do pódio, enquanto problemas de graining apareceram na Austrália e na China. O MCL40 havia conquistado seu primeiro pódio do ano no Japão, mas a sequência mais recente indica um avanço mais consistente do pacote técnico.
Nova roda dianteira ajudou no controle de temperatura dos pneus
Outra novidade apresentada em Zandvoort foi o novo aro das rodas dianteiras. No regulamento de 2026, esse desenvolvimento permite às equipes administrar as temperaturas dos pneus, e a solução adotada pela McLaren foi desenhada para reter temperaturas mais altas e transferir calor para os compostos. As cavidades internas desses desenhos personalizados também ajudam nessa transferência térmica.
Havia preocupação da McLaren com o graining no eixo dianteiro antes do fim de semana em Zandvoort, mas o problema acabou sendo mínimo na prática. Ainda assim, a equipe trata o progresso com cautela, porque o comportamento do carro e dos pneus pode variar de acordo com o tipo de pista e também com as condições de clima.