Fórmula 1

Red Bull fica sem vantagem em regra de desenvolvimento após FIA tratar motor como referência do grid

A Red Bull vê a regra de ADUO jogar contra seus próprios interesses em 2026. A avaliação da FIA sobre o rendimento entre o Canadá e a Hungria colocou a unidade de potência da equipe como referência do grid, o que limita os benefícios de desenvolvimento previstos pelo mecanismo de Additional Development and Upgrade Opportunities.

Red Bull fica sem vantagem em regra de desenvolvimento após FIA tratar motor como referência do grid

O ponto ganha peso porque a equipe havia sido contrária a uma mudança defendida pela FIA para que as definições do ADUO fossem baseadas na classificação do Mundial de Construtores. Na época, a leitura interna era de que o chassi poderia compensar eventuais fraquezas do conjunto de power unit.

Na prática, o cenário seguiu outro caminho. Mesmo com um motor de combustão interna forte, o RB22 passou a ser apontado como um dos entraves do desempenho da Red Bull, em um momento em que a equipe aparece virtualmente fora da disputa do campeonato de construtores.

FIA acompanha avaliação de Wolff sobre motor da Red Bull

Toto Wolff resumiu a percepção sobre o pacote da rival ao dizer que “o motor da Red Bull é o melhor do grid”. A FIA concorda com essa linha de avaliação a partir do recorte feito ao longo da temporada, do Canadá à Hungria, e isso reduz a margem para que a equipe extraia vantagens do ADUO.

O sistema foi criado justamente para oferecer oportunidades adicionais de desenvolvimento e atualização, mas a lógica depende do nível de competitividade identificado pela federação. Com a power unit tratada como a melhor do grid, a Red Bull perde espaço para usar esse instrumento como compensação técnica.

Problema apontado está no chassi

As críticas mais pesadas passaram a mirar o carro. Max Verstappen externou a insatisfação ao afirmar ter “dúvidas sobre Pierre Waché; o trabalho no chassi não está bom o bastante”. A observação vai na mesma direção da avaliação de que o RB22 não acompanha a força do motor.

Também houve críticas a Laurent Mekies por não ter atacado a questão do ADUO a tempo, num contexto em que a equipe agora lida com uma regra que havia rejeitado antes. O efeito imediato é que a Red Bull entra na sequência da temporada com menos margem regulatória para reagir por meio do desenvolvimento, mesmo tendo uma unidade de potência considerada a referência do campeonato.

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Redação F1 Racing Mania

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