Bortoleto tratou a preparação de Câmara como um processo que vai além do trabalho na pista. Ao comentar como vê o momento do compatriota, foi direto: “Ele tem uma boa cabeça”.
A estreia de Câmara acontece em um contexto que Bortoleto descreveu como especialmente movimentado. Segundo ele, o GP de São Paulo costuma concentrar mais compromissos para quem está chegando à categoria, e a carga tende a ser ainda maior quando se trata de um piloto brasileiro fazendo a primeira participação na Fórmula 1.
Conversa ficou para a quinta-feira no autódromo
Bortoleto disse que a decisão foi evitar novas mensagens antes da semana do evento justamente para não acrescentar mais uma demanda à rotina de Câmara. A ideia é falar com calma já no ambiente do GP, quando os dois estiverem no autódromo.
“Vou falar com ele na quinta-feira, com calma”, afirmou Bortoleto, ao explicar quando pretende retomar o contato de forma mais direta com o amigo.
O piloto da Audi já havia conversado com Câmara logo após a confirmação da estreia, mas indicou que o momento pré-evento não era o ideal para insistir em novos contatos. Na avaliação de Bortoleto, a semana do GP de São Paulo é uma ocasião particularmente carregada para pilotos estreantes, com uma sequência de compromissos que ocupa boa parte da programação.
Corrida em casa amplia a pressão da estreia
Ao falar sobre o que pretende dizer a Câmara, Bortoleto citou a dimensão da oportunidade de estrear justamente em casa. Sem detalhar orientações técnicas, ele apontou que o foco passa por administrar o momento e valorizar a chance de participar de um fim de semana de Fórmula 1 diante do público brasileiro.
“Acho que ele tem de ser grato pela oportunidade que está tendo”, disse Bortoleto. Ele também observou que Câmara deve ter uma agenda ainda mais lotada ao longo do GP de São Paulo por causa da repercussão natural de uma estreia brasileira na categoria.