Na avaliação de Schumacher, a operação da Audi na F1 precisa entregar mais do que uma presença simbólica dentro do grupo. “A Audi precisa fazer mais do que apenas dar um sinal para a empresa controladora”, disse.
Ele também considerou distante demais o horizonte de uma disputa pelo título só em 2030. “Querer lutar pelo título em 2030 pode ser tarde demais”, afirmou.
Audi tem 16 pontos e três oitavos lugares em 12 etapas
Depois de 12 etapas, a Audi soma 16 pontos na temporada. Os melhores resultados da equipe até aqui foram três oitavos lugares, com Gabriel Bortoleto e Nico Hülkenberg terminando nessa posição em Inglaterra, Bélgica e Holanda.
Essa campanha deixa a equipe em oitavo no campeonato, à frente de Williams, Aston Martin e Cadillac. O quadro esportivo é justamente o pano de fundo da avaliação de Schumacher sobre a necessidade de respostas mais rápidas em pista.
Cortes na Audi e na Volkswagen entram no cenário
O ex-piloto citou o contexto econômico da fabricante para justificar a urgência por resultados mais visíveis. A Audi anunciou planos para eliminar até 7,5 mil postos de trabalho na Alemanha até o fim de 2029.
No grupo Volkswagen, a previsão é de corte de até 100 mil vagas até 2030. Foi nesse cenário que Schumacher tratou o prazo de 2030 como longo demais para a equipe mostrar competitividade relevante na Fórmula 1.
Até o momento, os 16 pontos da Audi vieram em uma campanha que ainda tem como melhores marcas apenas chegadas em oitavo lugar, com Bortoleto e Hülkenberg responsáveis pelos resultados mais expressivos da equipe na temporada.