Martinsville, pista de meia milha conhecida pelo contato constante, entra no centro dessa discussão justamente por ser um circuito em que toques e empurrões costumam fazer parte da disputa por posição. Os para-choques mais macios foram adotados com o objetivo de reduzir colisões de baixo impacto, mas os pilotos chegaram ao fim de semana ainda tentando medir como isso vai aparecer na prática durante a prova.
Treino já mostrou sinais de dano com toques leves
O tema ganhou força já no treino. Ross Chastain teve um problema mecânico e acabou tocando no carro de Cody Ware. Em seguida, Kyle Larson quase também acertou Ware. Depois dos incidentes, era possível ver vincos no capô do carro da Rick Ware Racing, um sinal visível de que contatos relativamente pequenos podem deixar consequências maiores com a nova configuração.
Austin Cindric, piloto da Team Penske, lembrou que esta será a primeira corrida de Martinsville com esse pacote de para-choques. “Estou bem curioso para ver como vai ser amanhã”, afirmou.
Pilotos falam em atenção redobrada para a corrida
Christopher Bell, da Joe Gibbs Racing, tratou a mudança como um ponto central para o domingo. Segundo ele, esse é “um fator muito crítico” e com potencial para representar “uma mudança muito grande para Martinsville”. A observação de Bell acompanha a necessidade de os pilotos serem mais cuidadosos em uma pista onde o uso do para-choque sempre foi parte da dinâmica das disputas.
Ao mesmo tempo, a expectativa não é de desaparecimento total do contato. Denny Hamlin, que vai largar da pole position, indicou que ainda haverá espaço para esse tipo de recurso, mesmo com mais risco de dano. “Acho que ainda dá para usar um pouco”, disse.
A avaliação mais precisa sobre o efeito da mudança ficou reservada para a corrida, porque a discussão entre os pilotos até aqui tem girado justamente em torno do quanto o novo para-choque pode aumentar os danos em uma pista onde, até então, era possível bater de forma mais agressiva sem consequências relevantes para o carro.