O cenário fica mais evidente na comparação interna com Lando Norris. O companheiro de equipe soma 211 pontos, lidera o confronto em GPs por 10 a 8 e também leva vantagem nos duelos de classificação, por 11 a 7. Ao mesmo tempo, a diferença média de Piastri para Norris no grid tem sido pequena ao longo do ano: quatro centésimos.
Diferença pequena no sábado vira problema maior nas corridas
Na análise de Chandhok, comentarista da Sky Sports F1, a situação de Piastri fica mais delicada justamente porque a perda para Norris não é grande em uma volta, mas cresce no restante do fim de semana. “É uma situação difícil para um piloto”, afirmou.
Chandhok também resumiu como essa margem apertada na classificação acaba pesando mais nas corridas: “É nas corridas que, de repente, quatro centésimos no quali viram um décimo”.
A leitura é de que Piastri ainda enfrenta dificuldades para se ajustar ao comportamento do MCL40, descrito como um carro difícil de guiar. O desafio aparece em um contexto técnico específico: o regulamento de 2026 passou a contar com asas menores, que geram menos downforce.
Problema de freada entrou no radar
Outro ponto citado por Chandhok foi a freada de Piastri durante o fim de semana da Cidade do México. O comentarista observou problemas do piloto nesse aspecto, um detalhe que ajuda a explicar a oscilação de desempenho e que pode estar ligado à falta de confiança apontada no momento atual.
O próprio Piastri já havia associado parte de suas dificuldades ao ritmo de corrida. Depois da vitória de Norris em Zandvoort, o piloto reconheceu: “A vitória do Norris em Zandvoort expôs meus problemas com o ritmo de corrida”.