A avaliação de Hamilton parte do efeito do ar mais rarefeito sobre o carro. Com menor densidade do ar, a geração de downforce cai, o que altera o comportamento do modelo em uma pista que já costuma exigir adaptação. “Vai ser uma experiência incomum para todos nós, porque teremos 25% ou 30% menos carga aerodinâmica”, disse o piloto da Ferrari.
Ferrari mira acerto para colocar os pneus na janela ideal
Hamilton apontou que o desempenho no fim de semana não deve depender apenas da perda de carga, mas também da capacidade de fazer os pneus trabalharem na faixa correta. Na leitura do britânico, esse pode ser um ponto determinante para a Ferrari transformar potencial em resultado.
“Se a gente conseguir colocar os pneus na temperatura ideal, acho que o carro deve ser bom aqui”, afirmou. A observação coloca o comportamento dos pneus como um dos fatores centrais para o rendimento da equipe em um cenário técnico diferente do habitual.
O momento recente de Hamilton também adiciona peso ao fim de semana. O piloto chega à etapa com apenas um pódio nas últimas nove corridas, em uma sequência que torna ainda mais relevante a resposta do carro em condições específicas como as encontradas no México.
Altitude também gera dúvida sobre desempenho nas retas
Além da perda de carga aerodinâmica nas curvas, Hamilton citou a expectativa sobre o efeito da altitude na velocidade em linha reta. Sem apontar um comportamento definitivo, ele indicou que ainda há incerteza sobre como os carros de 2026 vão reagir nesse aspecto.
“Espero que a velocidade em linha reta não seja tão afetada quanto em alguns outros lugares”, declarou. A própria Ferrari chega ao fim de semana sem referências completas sobre esse comportamento, já que o pacote técnico atual enfrenta no México uma combinação particular entre regulamento novo e ar rarefeito.