Moran falou sobre o tema em sua participação semanal na SiriusXM NASCAR Radio. Segundo ele, a prioridade é mudar um cenário em que as equipes seguem encontrando maneiras de completar boa parte da prova a quase meia aceleração. “Queremos corrigir isso”, disse o dirigente.
Mudanças no formato e no carro estão na mesa
A NASCAR já havia mexido na duração das etapas na primavera para tentar provocar um comportamento diferente na parte final das corridas no segundo semestre da disputa. Agora, as conversas avançam para soluções mais amplas no regulamento esportivo e no conjunto técnico usado nos superspeedways.
Entre os caminhos citados por Moran estão a criação de uma quarta etapa e um tanque de combustível menor, medidas que poderiam alterar a forma como as equipes administram stints e estratégias. Ao mesmo tempo, a categoria vem reduzindo continuamente o arrasto aerodinâmico do pacote de superspeedway, com o uso de spoilers de 4 e 3,5 polegadas.
Mesmo tratando a economia de combustível como problema, Moran afirmou que a avaliação da NASCAR sobre o carro não é negativa. “Sinceramente, sentimos que estamos em um bom ponto com o carro”, declarou.
NASCAR também defende decisão sobre Kyle Larson em Talladega
Durante a mesma entrevista, Moran comentou a análise da NASCAR sobre a manobra de Kyle Larson sobre Todd Gilliland em Talladega. De acordo com o dirigente, as câmeras da categoria estão posicionadas ao redor da pista justamente para monitorar o uso da linha amarela, e a conclusão foi de que Larson não a ultrapassou na ultrapassagem. “No nosso entendimento, o carro 5 estava definitivamente sobre a linha, não abaixo dela”, afirmou.
Moran também rebateu as acusações de que alguns pilotos teriam reduzido o ritmo para ajudar Larson a vencer. Sem apontar evidências para a tese, ele classificou a ideia como absurda e disse que os competidores não abririam mão de uma chance de ganhar. “Esses caras não vão abrir mão de uma oportunidade de vencer uma corrida por ninguém”, declarou.