“Se o outro cara ganha o título e você continua na mesma equipe no ano seguinte, isso é difícil”, afirmou Hill. Na mesma análise, ele disse que Piastri parece acertar ao adotar uma linha mais reservada: “Acho que provavelmente é uma boa ideia guardar suas cartas.”
Piastri vive um 2026 bem abaixo da disputa pelo campeonato que travou na temporada passada. Depois de 18 das 23 etapas, ele aparece em sétimo no Mundial e somou apenas dois pódios: segundo lugar no Japão e terceiro em Miami. A outra chance mais clara de pódio terminou com um problema de câmbio na Hungria.
Regulamento de 2026 e MCL40 pesam no desempenho
Parte das dificuldades de Piastri tem sido relacionada ao comportamento do carro dentro do novo regulamento técnico. Andrea Stella, chefe da McLaren, já indicou que o estilo de pilotagem do australiano não combina tão bem com as regras de 2026.
O MCL40 também foi descrito como um carro fundamentalmente difícil de guiar. Dentro desse contexto, o pacote aerodinâmico e de chassi desta geração tem contribuído para um comportamento de traseira mais instável, fator que atingiu especialmente um piloto cujo estilo foi apontado como menos compatível com as novas exigências.
México seguiu como referência de uma virada negativa
O retorno de Piastri ao Autódromo Hermanos Rodríguez aconteceu cercado por um cenário delicado. Foi ali que a etapa de 2025 passou a ser tratada como o ponto de virada na campanha do piloto pelo título naquela temporada.
Em 2026, o contraste ficou mais evidente pelo lugar de Piastri no campeonato e pela limitação dos resultados de destaque. Além dos pódios em Suzuka e Miami, a principal oportunidade seguinte acabou interrompida pela falha de câmbio na Hungria.