Antonelli está perto de conquistar o título e soma nove vitórias na temporada. Russell, por sua vez, venceu três vezes. Em uma das comparações mais recentes, em COTA, Russell terminou em oitavo, 54 segundos atrás do companheiro de equipe.
Steiner vê risco de queda prolongada
Ao analisar a situação de Russell, Steiner, chefe da Haas na Fórmula 1 e integrante do podcast The Red Flags Podcast, disse: “Acho que é mais uma situação de Daniel Ricciardo do que de Lewis.”
A referência é ao período posterior à saída de Ricciardo da Red Bull. Depois de trocar a equipe pela Renault em 2019, o piloto perdeu competitividade e mais tarde enfrentou dificuldades na McLaren, que o dispensou ao fim da temporada de 2022.
Steiner também levantou a possibilidade de consequências esportivas mais duras caso Russell não consiga reagir. “Se o George não voltar no ano que vem, talvez já neste ano…”, afirmou, sem detalhar qual seria esse desdobramento.
Mercedes aponta comportamento do W17 como fator central
Dentro da Mercedes, Toto Wolff atribuiu a desvantagem de Russell à janela de funcionamento estreita do W17. A equipe entende que as mudanças de regulamento para 2026 não favoreceram o piloto, o que ajuda a explicar a diferença de rendimento para Antonelli ao longo do campeonato.
O cenário contrasta com o momento do companheiro de equipe, que transformou a adaptação ao carro em resultados consistentes e chegou à reta decisiva da temporada com nove vitórias. Russell, mesmo com três triunfos no ano, vive uma sequência em que a diferença para Antonelli ficou exposta também pelo resultado em COTA, onde cruzou a linha de chegada em oitavo e mais de 50 segundos atrás dentro da mesma Mercedes.