Segundo Hamlin, William Byron empurrou Larson na primeira metade da corrida para ajudá-lo na briga pelos pontos de estágio. Mais tarde, Ross Chastain apareceu em uma estratégia que o beneficiou ao recolocá-lo na volta do líder, antes de também empurrar Larson no lance que definiu a vitória.
Em provas de superspeedway, esse tipo de movimento tem peso direto no resultado porque o jogo de empurrões, filas organizadas e alianças entre carros pode decidir tanto posições intermediárias quanto a chegada. Foi nesse contexto que Hamlin relacionou a execução da estratégia ao comportamento de Chastain.
Hamlin aponta ordens internas na Chevrolet
Ao comentar a participação de Chastain, Hamlin resumiu a situação de forma direta: “Ele está fazendo o que mandam”. A declaração foi dada ao tratar da atuação das equipes Chevrolet ao redor de Larson.
Hamlin também afirmou que, dentro da marca, o apoio técnico e esportivo passa por uma hierarquia que teria a Hendrick no centro. Ao descrever essa dinâmica, usou uma frase dura: “Você tem de mamar na teta do chefe”.
Na sequência, ele disse que não vê outra equipe ocupando o topo dessa estrutura dentro da Chevrolet. “Eu não acredito que alguém vá ser de primeiro nível na Chevrolet além da Hendrick”, afirmou.
Crítica vai além da volta final
A avaliação de Hamlin não ficou restrita ao empurrão decisivo de Chastain na chegada. O piloto citou uma sequência de ações ao longo da prova, começando pelo trabalho de Byron na fase inicial e passando pela estratégia que permitiu a Chastain se recolocar em condição de ajudar no fim.
Hamlin reconheceu que a leitura deve gerar incômodo entre equipes e dentro do paddock, mas manteve a crítica ao modelo de apoio entre os carros da fabricante: “É uma verdade dura, que muita gente não vai gostar”.