A troca de assentos entre Tsunoda e Lawson aconteceu ainda nas duas primeiras corridas daquele campeonato, em meio às dificuldades da Red Bull com um carro descrito como muito sensível, no limite. Na época, Max Verstappen chegou a alertar que Lawson estaria em condição melhor na Racing Bulls por causa de um carro mais fácil de guiar.
Comparação entre os dois carros motivou sugestão
Lawson afirmou que há qualidades diferentes nos dois projetos. “Sinceramente, os dois têm pontos fortes e fracos”, disse. Dentro dessa comparação, a Racing Bulls priorizou um carro mais amigável ao piloto, enquanto o carro da Red Bull foi apontado como superior em eficiência aerodinâmica.
Tsunoda, hoje piloto reserva da Red Bull, concordou com a leitura do neozelandês. “Eu entendo o que ele quer dizer”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “Se você levar isso em conta, é uma abordagem sólida.”
No aspecto técnico, a VCARB03 foi destacada pelo bom equilíbrio, enquanto a RB22 apareceu como referência em eficiência aerodinâmica. A proposta discutida pelos pilotos passa justamente por aproximar essas virtudes, embora haja limitações práticas para qualquer convergência direta entre os carros.
Regulamento limita intercâmbio direto entre Red Bull e Racing Bulls
Mesmo com a semelhança na estrutura, Red Bull e Racing Bulls precisam operar como entidades separadas dentro do regulamento da Fórmula 1. Por isso, qualquer tentativa de replicar conceitos de um carro no outro esbarra em restrições que vão além de uma simples escolha de acerto ou filosofia.
Os resultados recentes ajudam a explicar por que o tema ganhou força. Isack Hadjar somou 105 pontos nesta temporada mesmo tendo ficado fora de três corridas, enquanto o segundo carro da Red Bull marcou 30 pontos em 2025. Durante a ausência de Hadjar por causa de uma fratura no punho, Lawson correu em seu lugar, e Tsunoda cobriu a vaga deixada por Lawson na Racing Bulls.