A confirmação da saída foi anunciada em 30 de setembro, com o término do contrato previsto para o encerramento de 2026. Desde então, os próximos passos de Keselowski para 2027 seguem sem detalhamento público completo, e a entrevista coletiva foi anunciada justamente em meio a essa indefinição. Ao comunicar que falaria em Martinsville, o piloto agradeceu a repercussão e a espera em torno do tema: “Agradeço a todos pelo apoio e pela paciência durante este período”.
Keselowski chegou à RFK Racing antes da temporada de 2022. Ao longo da carreira na principal divisão da NASCAR, ele soma 36 vitórias na Cup e carrega o título conquistado em 2012, credenciais que mantêm seu nome no centro das discussões sobre o mercado para a próxima temporada.
Presidente da RFK aponta desejo de seguir pilotando como fator central
Chip Bowers, presidente da RFK Racing, atribuiu a saída ao interesse de Keselowski em permanecer no cockpit. Segundo o dirigente, esse foi o ponto principal dentro de uma negociação descrita como complexa. “A principal questão foi o desejo do Keselowski de continuar dirigindo”, afirmou Bowers.
A declaração indica que a permanência de Keselowski como piloto foi um elemento decisivo nas conversas que levaram ao fim da relação com a RFK. Ao mesmo tempo, a situação não foi totalmente esclarecida publicamente, e a coletiva em Martinsville surge como a primeira oportunidade para o próprio piloto tratar do assunto de forma mais direta.
Saída de Keselowski também se cruza com planos da RFK para o carro 60
A mudança acontece enquanto a RFK Racing ainda busca um terceiro charter para o carro No. 60 depois da temporada de 2026. Esse ponto faz parte do cenário da equipe para os próximos anos e passa a coexistir com a saída de um dos nomes mais importantes do projeto recente da organização.
Além das respostas sobre seus planos para 2027, a entrevista de Keselowski deve ocorrer num momento em que a RFK tenta definir sua própria estrutura futura, incluindo a situação do No. 60 após 2026.