Os comissários atribuíram a responsabilidade pelo toque a Bearman no lance da curva 11. Na justificativa, apontaram que o eixo dianteiro do carro da Haas não estava à frente do retrovisor de Gasly no momento da disputa, entendimento usado para embasar a decisão.
Bearman disse que se surpreendeu com a punição. “Fiquei bastante chocado, para ser sincero”, afirmou. Em seguida, contestou o tamanho da sanção: “Achei um pouco injusto receber uma punição de 10 segundos”.
Dano no carro comprometeu o restante da corrida
Além da perda de tempo com a punição, Bearman saiu do incidente com prejuízo técnico no carro. O dano provocou perda de desempenho de cerca de um segundo por volta, além de afetar a carga aerodinâmica do modelo da Haas antes do abandono.
Ao comentar a manobra, o piloto afirmou que via espaço na disputa com Gasly, ainda que de forma limitada. “Havia algum espaço, mas apenas metade da largura de um carro”, disse.
Do outro lado do incidente, Gasly conseguiu terminar a corrida em décimo lugar e somou um ponto.
Diferença para caso de Russell entrou na reclamação
A crítica de Bearman também ganhou força pelo contraste com outra decisão tomada pelos comissários na mesma corrida. George Russell recebeu cinco segundos de penalidade depois de deixar a pista, mesmo com a punição habitual para esse tipo de infração sendo de 10 segundos.
No caso de Russell, os comissários consideraram que o piloto da Mercedes estava em situação defensiva na primeira volta, o que levou à aplicação de uma sanção menor. O próprio Russell reclamou da decisão e definiu a punição como “ridícula”.
Bearman, por sua vez, deixou a corrida sem conseguir contornar as consequências do toque com Gasly, já que o dano no carro comprometeu seu ritmo até o abandono.
































