Segundo o piloto da Mercedes, a manutenção das pistas precisa acompanhar a exigência técnica da categoria. “As pistas da F1 provavelmente precisam ser recapeadas a cada dois anos”, afirmou Russell. Ele também descreveu o problema de forma direta: “O asfalto está se soltando e se deteriorando”.
O britânico tratou as irregularidades como parte da identidade de alguns circuitos, mas ponderou que os monopostos atuais tornaram esse tipo de defeito muito mais perceptível. A combinação entre carros muito baixos e pneus diferentes dos usados em anos anteriores aumentou a sensibilidade dos pilotos às variações do piso.
Altura mínima dos carros amplia impacto no asfalto
Russell explicou que a proximidade dos carros com o solo é um dos principais fatores por trás da discussão. De acordo com ele, o efeito das imperfeições cresce porque os monopostos rodam em uma altura extremamente reduzida. “Nossa altura em relação ao solo chega a 10 milímetros no fim da reta”, disse.
Nessa condição, qualquer ondulação ou deterioração do asfalto passa a influenciar mais o comportamento do carro. O tema não se limita ao desconforto na pilotagem, já que a superfície interfere diretamente na forma como o carro reage em trechos de alta velocidade e nas frenagens.
Pneus de aro 18 reduziram absorção das irregularidades
Russell também relacionou o problema aos pneus de aro 18 polegadas, que têm perfil lateral menor. Na prática, esse formato reduz a capacidade natural de absorver impactos e vibrações da pista em comparação com construções anteriores.
Ao explicar esse efeito, o piloto resumiu a mudança: “Você perdeu todo aquele efeito de suspensão que existia no pneu”. Com isso, as imperfeições do asfalto chegam de maneira mais direta ao carro.
A discussão sobre o estado das pistas teve avaliações diferentes entre os pilotos. Max Verstappen criticou as ondulações no Circuito das Américas, enquanto Lewis Hamilton minimizou a gravidade do problema.