Leclerc chegou a ultrapassar Max Verstappen duas vezes ao longo da prova, mas voltou a ficar atrás após um erro na curva 16. A disputa já na primeira volta também pesou no rumo da corrida da Ferrari, que antecipou a primeira parada do piloto e tirou a equipe de uma comparação direta com a estratégia do líder.
Ferrari apostou em duas paradas, Mercedes foi de uma só
A Ferrari colocou Leclerc em uma corrida de duas paradas, com pit stops nas voltas 15 e 39. Ele saiu com pneus C4, trocou para outro jogo de C4 e fechou a prova com os duros C2. Antonelli fez o caminho oposto: largou com os médios C4, parou apenas na volta 24 e seguiu até a bandeirada com os duros C2.
A diferença de abordagem ficou mais clara no trecho final. Depois da segunda parada, Leclerc voltou à pista atrás de Lando Norris e perdeu tempo antes de retomar a perseguição aos primeiros. Quando conseguiu passar Verstappen na volta 49, ele estava 16s8 atrás de Antonelli, uma margem que praticamente encerrou a disputa pela vitória nas voltas finais.
Erro na curva 16 e stint final mais forte com os C2
Além da estratégia, um dos momentos decisivos da corrida foi a escapada de Leclerc na curva 16 logo depois de ter superado Verstappen. O erro devolveu a posição e aumentou o prejuízo em uma prova na qual o piloto da Ferrari, segundo a análise pós-corrida, tinha velocidade suficiente para lutar pela primeira colocação.
Marc Surer, ex-piloto de Fórmula 1 que comentou a corrida, resumiu a atuação de Leclerc dizendo que ele “era rápido o bastante para vencer, mas os duelos lhe custaram tempo”. Na mesma análise, Surer elogiou a atuação de Antonelli: “Pole e vitória, com apenas uma infração por limites de pista”.
O melhor ritmo de Leclerc apareceu justamente no stint final com os pneus duros C2, mas a combinação entre a primeira parada antecipada, a segunda visita aos boxes e o tempo perdido nas disputas na pista impediu que a Ferrari transformasse essa velocidade em pressão real sobre Antonelli na liderança.
































