Verstappen ficou em segundo lugar com 1min34s214, enquanto Hadjar garantiu a terceira posição com 1min34s250. A pole position foi de Andrea Kimi Antonelli, da Mercedes, com 1min34s035.
Como a Red Bull preservou pneus na classificação
A economia veio da forma como a Red Bull conduziu a classificação. Verstappen e Hadjar usaram no Q2 o mesmo jogo de pneus macios empregado no Q1, o que evitou o consumo de um composto novo nessa fase e deixou uma unidade extra disponível para a sequência do fim de semana.
Jolyon Palmer, ex-piloto de Fórmula 1 e analista da F1TV, destacou esse cenário ainda antes do Q3: “Os carros da Red Bull têm quatro jogos de pneus novos.”
Os compostos citados na sessão foram o C4, na faixa dos macios, e o C3, entre os médios, dentro da seleção levada pela Pirelli para a etapa.
Antonelli chega à pole com menos pneus novos disponíveis
Enquanto a Red Bull preservava um jogo, Antonelli percorreu um caminho diferente até a pole. O piloto da Mercedes usou quatro jogos de pneus macios ao longo da classificação e também um jogo de médios C3 no Q1.
Esse contraste deixa a Red Bull com mais pneus novos disponíveis em relação ao pole position para montar a corrida a partir da primeira fila. A fonte, porém, aponta que há ambiguidade sobre o quanto essa escolha será efetiva caso a prova tenha intervenções como safety car.
Ferrari não confirma o ritmo mostrado nos treinos
A Ferrari apareceu como ameaça ao longo dos treinos, mas esse desempenho não se repetiu na classificação. Com isso, a disputa pelas primeiras posições do grid ficou concentrada entre Mercedes e Red Bull, com Antonelli na pole, Verstappen em segundo e Hadjar em terceiro.
Além da primeira fila para Verstappen e da segunda posição para Hadjar, a principal consequência esportiva da sessão foi justamente o estoque de pneus preservado pela Red Bull, algo que não se refletiu no tempo mais rápido de volta, mas pode pesar nas escolhas da equipe para a corrida.