O contraste foi grande porque a Ferrari vinha rápida desde o início da sessão. A equipe mostrou bom ritmo no Q1 e no Q2, além de indicar na pista que os upgrades levados para a etapa estavam funcionando como planejado. Ainda na primeira parte da classificação, Zak Brown, CEO da McLaren, resumiu a impressão deixada pelo carro italiano: “Parece que as Ferraris estão em outra categoria”.
Ritmo forte até o Q2 desapareceu na parte final da sessão
A expectativa de briga pela pole cresceu justamente pelo que a Ferrari havia mostrado antes do Q3. Leclerc tinha sido o mais rápido na sexta-feira, e a equipe seguia competitiva nas fases iniciais da classificação. Na hora de definir as primeiras posições do grid, porém, tanto Leclerc quanto Hamilton sofreram uma queda de desempenho.
Kimi Antonelli aproveitou a abertura deixada pela Ferrari e ficou com a pole. O comentarista Martin Brundle descreveu a mudança de cenário de forma direta ao analisar a sessão final: “O ritmo da Ferrari pareceu evaporar no fim”.
A queda no Q3 acabou transformando uma sessão que parecia promissora em um resultado mais modesto para a equipe. Em vez de disputar a posição de honra, a Ferrari alinhou seus dois carros na segunda e na terceira filas, com Leclerc um posto à frente de Hamilton.
Leclerc amplia vantagem no duelo interno com Hamilton
Além do resultado no grid, a classificação também mexeu no confronto interno da Ferrari aos sábados. Com o quarto lugar, Leclerc manteve a dianteira sobre Hamilton e passou a liderar o recorte de classificações por 10 a 8.
O cenário pesa ainda mais porque a Ferrari dava sinais de ter o carro necessário para brigar mais acima. A combinação entre o bom desempenho de sexta-feira, a força no Q1 e no Q2 e a percepção de rivais como Brown colocava a equipe entre as favoritas antes de a sessão decisiva mudar o desenho da disputa.