Os pilotos usam protetores bucais capazes de registrar as forças G durante a corrida, e esses dados entraram no debate sobre o desenho do trecho. Bubba Wallace chegou a dizer que sentiu algo na casa dos “trinta e tantos Gs” ao cortar o dogleg, mas essa estimativa foi tratada como exagerada. Os valores reais citados ficaram na faixa baixa dos 10 Gs.
Transição no apron virou ponto central da discussão
Entre os pilotos, há consenso de que a travessia é agressiva do ponto de vista físico, ainda que nem todos defendam a mesma solução. Christopher Bell definiu a passagem pelo apron como “realmente brutal”, enquanto Wallace foi direto ao apoiar alterações: “Eu mudaria isso por esse lado, com certeza”.
Tyler Reddick avaliou que o impacto se assemelha a outras quedas e transições enfrentadas ao longo da temporada. Ao comentar a exigência física, ele destacou a importância de o piloto estar bem assentado no carro: “É muito importante que os pilotos estejam sempre bem ajustados no banco”.
Mudança divide pilotos entre alívio físico e preservação do espetáculo
O debate não gira só em torno do desconforto, mas também do papel que o dogleg tem nas relargadas e nas diferentes linhas de pista em Phoenix. Joey Logano reconheceu a dor provocada pelo trecho, mas afirmou não ter uma solução clara. “Eu realmente não sei qual é a correção, porque acho o dogleg legal”, disse.
William Byron está entre os que defendem uma intervenção no traçado. Para ele, o ponto merece revisão, com uma solução que suavize a inclinação sem eliminar a característica das relargadas. “Eu gostaria de ver uma mudança. Acho que isso merece ser analisado”, afirmou.
Nem todos concordam com essa direção. Denny Hamlin se manifestou contra as mudanças propostas para o dogleg, em um debate que opõe a redução das cargas sofridas pelos pilotos à preservação de um dos trechos mais marcantes de Phoenix Raceway.