Bearman já vinha sendo preparado para esse caminho. Integrante da Ferrari Driver Academy, ele foi colocado na Haas em 2025 justamente como parte de um processo de desenvolvimento voltado a uma oportunidade futura na Ferrari. Do outro lado, Câmara chega com força pelo momento na base: ele lidera o campeonato da Fórmula 2 e substituirá Esteban Ocon na próxima temporada.
Leclerc tem vínculo longo, e timing vira fator central
Leclerc anunciou antes do GP de Mônaco de 2023 uma renovação de “vários anos”, e o acordo é entendido como válido até o fim de 2029. Com isso, a janela mais imediata para uma mudança na Ferrari fica condicionada ao outro carro da equipe.
Hamilton está confirmado para correr pela Ferrari em 2027, e o cenário adiante depende do rendimento do heptacampeão nas próximas temporadas. Esse contexto faz com que o fator tempo pese tanto para Bearman quanto para Câmara.
Ao falar sobre a disputa interna, Bearman indicou que a avaliação também interessa à própria Ferrari. “Mas, sim, acho que, para a Ferrari, também é uma coisa boa ver quem eles querem colocar lá”, afirmou.
Bearman aponta maturidade; Câmara ganha espaço com resultado e quilometragem
Bearman também disse que se vê pronto para objetivos mais altos no médio e longo prazo. “Claro, olhando para o médio e longo prazo, também sinto que estou pronto para brigar por pódios”, declarou. Em seguida, resumiu o principal obstáculo para qualquer promoção: “É tudo uma questão de timing, certo?”
No caso de Câmara, além da liderança na Fórmula 2, ele já acumulou experiência com um carro de efeito solo da Ferrari em testes realizados dentro do regulamento de carros anteriores. Esse tipo de preparação se soma ao trabalho da Ferrari com seus pilotos de academia para abastecer futuras vagas na equipe principal.