Segundo Clark, a questão não é falta de conhecimento do público sobre a existência da NASCAR. “A NASCAR não tem um problema de conhecimento de marca”, afirmou. Para ele, o desafio está em mostrar melhor ao público o que acontece além da corrida em si.
Bastidores viram peça central na estratégia
Clark disse que a categoria precisa explicar melhor elementos que hoje passam despercebidos para grande parte da audiência. Um dos dados citados por ele é que 90% dos fãs nunca viram o interior de um hauler ou da garagem.
Ao defender uma comunicação mais detalhada sobre o esporte, o dirigente apontou que muitos torcedores não compreendem funções técnicas dentro da operação de uma equipe. “Eles não entendem o que um engenheiro está fazendo”, disse.
Na mesma linha, Clark resumiu a necessidade da categoria de forma direta: “Temos de contar melhor essa história”.
Redes sociais ganham peso na busca por novos fãs
Clark também destacou que as redes sociais se tornaram parte crítica da estratégia para alcançar novos públicos e manter a conexão com os atuais. “Temos de ser capazes de atender esses fãs”, afirmou, ao falar sobre a importância de adaptar a comunicação da NASCAR aos diferentes hábitos de consumo de conteúdo.
O debate acontece em um momento em que a NASCAR tem um acordo de direitos de mídia avaliado em US$ 7,7 bilhões, cenário que amplia a pressão para converter visibilidade em engajamento mais profundo.
Jimmie Johnson concorda com diagnóstico
A leitura apresentada por Clark foi endossada por Jimmie Johnson, heptacampeão da Cup Series e hoje co-proprietário da Legacy Motor Club. “Não é um problema de conhecimento”, afirmou Johnson ao concordar com a avaliação sobre as dificuldades de engajamento da categoria.
A discussão apresentada por Clark girou em torno da percepção da marca NASCAR, sem detalhar publicamente quais são os pontos específicos desse problema, mas com ênfase em aproximar o público do funcionamento interno das equipes e da dinâmica técnica do esporte.