A unidade tem peso histórico no desenvolvimento de motores de competição da Renault e muda de controle em meio à reformulação do projeto da marca na Fórmula 1. A Renault encerrará seu programa de motores próprios em 2024, enquanto a Alpine passará a usar motores Mercedes a partir de 2026.
Venda ocorre após mudança no projeto de motores da Alpine
A negociação envolve a Alpine Racing SAS, estrutura ligada à atividade de motores, e marca uma virada para a operação que por anos esteve no centro do trabalho técnico da Renault em competição. A venda acontece depois da decisão de encerrar o programa próprio de motores, o que redefiniu o futuro da instalação de Viry-Châtillon.
Embora o acordo garanta a manutenção de 150 postos de trabalho, a continuidade e o direcionamento das atividades no local dependerão dos planos do novo controlador. O grupo Dumarey assume a estrutura num momento em que a Renault já definiu a transição da Alpine para motores Mercedes a partir de 2026.
Dumarey cita preservação da engenharia da operação
Em comunicado sobre a aquisição, Guido Dumarey, fundador e presidente do grupo belga Dumarey e responsável pela compra, afirmou que a prioridade é manter e ampliar a base técnica existente. “Nossa ambição é preservar e desenvolver ainda mais essa experiência excepcional em engenharia”, disse.
A declaração acompanha a principal garantia já confirmada na operação: a preservação de 150 empregos na fábrica. Ao mesmo tempo, o futuro mais amplo da instalação segue condicionado à estratégia que será adotada pela Dumarey para a estrutura adquirida.
A transação também consolida a separação entre o ativo industrial vendido e o próximo passo esportivo da Alpine na Fórmula 1, já que a equipe deixará de usar motores próprios e adotará unidades Mercedes a partir de 2026.