Ao comentar a temporada de Herta, Michel disse que a diferença de ambiente pesou na transição. “Talvez ele e nós tenhamos subestimado a diferença no ambiente de trabalho”, afirmou o dirigente. Mesmo com a campanha discreta até aqui, o CEO da categoria declarou que espera uma recuperação nas rodadas finais: “Espero sinceramente que ele termine a temporada em alta.”
Formato da F2 reduz tempo de adaptação para novatos
Michel também relacionou as dificuldades de Herta ao formato dos fins de semana da Fórmula 2. A categoria tem apenas um Treino Livre de 45 minutos antes da classificação, que dura 30 minutos. Depois disso, a programação inclui a corrida sprint antes da prova principal.
Com pouco tempo de pista, a margem para testes e acertos fica menor, ainda mais em um campeonato em que os pneus têm vida útil curta. Na avaliação do CEO da F2, esse modelo faz parte da proposta da categoria. “É assim também que preparamos os pilotos para a Fórmula 1”, disse.
O contexto ajuda a explicar por que pilotos vindos de outras escolas podem encontrar mais dificuldade para ganhar ritmo rapidamente. Na prática, a adaptação precisa acontecer em um espaço curto de tempo, com poucas voltas disponíveis antes de valendo grid e pontos.
Herta terá duas etapas para tentar melhorar a campanha
A temporada 2026 da Fórmula 2 será encerrada com as etapas do Catar e de Abu Dhabi. A rodada no Catar está programada entre 27 e 29 de novembro.
Essas serão as últimas oportunidades para Herta tentar sair da parte de trás do grid na classificação do campeonato e melhorar os números de sua temporada de estreia na categoria. Até aqui, o quinto lugar na sprint de Barcelona segue como o melhor resultado do piloto em 2026.