O cenário pesa ainda mais porque o regulamento de 2026 muda o equilíbrio da unidade de potência. A participação entre combustão e parte elétrica deixa de ser 50/50 e passa para 60/40 em favor do motor a combustão, o que aumenta o impacto de qualquer déficit nessa área.
Diferença para a Red Bull e comparação com a Audi preocupam
Segundo as informações publicadas, a Ferrari está mais de 4% atrás da unidade de potência da Red Bull. Dentro desse quadro, a comparação com a Audi chama atenção porque a fabricante entrou na Fórmula 1 apenas em 2026, já sob o novo conjunto de regras.
Julianne Cerasoli, do UOL Esporte, resumiu o momento ao afirmar que “o motor de combustão da Ferrari hoje é pior do que o próprio motor de combustão da Audi”. A avaliação coloca a Ferrari em desvantagem justamente no componente que ganhará mais peso técnico no próximo ciclo de regulamentos.
Mesmo com esse déficit, a Ferrari já venceu corridas em 2026. Charles Leclerc conquistou um triunfo na temporada, e Lewis Hamilton também somou uma vitória.
Audi prevê novos passos em 2027 e avanço maior em 2028
Do lado da Audi, o plano de desenvolvimento não termina no pacote atual. A marca projeta melhorias para 2027 e trabalha com uma evolução mais ampla do motor para 2028. Sobre a ambição do programa, Cerasoli afirmou: “O plano da Audi é brigar na frente”.
O avanço da Audi ganha contexto pela comparação feita por Mattia Binotto, chefe da operação da marca e ex-chefe da Ferrari. Ao falar sobre o ponto de partida do projeto, ele disse que a Audi estava “30 anos atrás” de sua antiga equipe quando chegou. Ainda assim, no retrato atual do motor de combustão interna para 2026, a Audi aparece em condição mais favorável do que a Ferrari.