Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA e responsável pela condução das regras da categoria, disse que a expectativa é avançar no tema em breve. “Espero que a base técnica esteja definida nos próximos meses”, afirmou. Sobre a aprovação final, ele acrescentou: “Ainda não existe um acordo oficial, mas vai existir.”
FIA relaciona novo V8 à simplificação da unidade de potência
A proposta em discussão tem como um dos pontos centrais a simplificação da unidade de potência. Segundo Ben Sulayem, esse desenho pode reduzir de forma importante os gastos para o futuro regulamento. “Quando você simplifica a unidade de potência, corta o custo pela metade”, disse o dirigente.
Além do argumento financeiro, a mudança também está ligada a uma tentativa de resgatar características que a FIA associa à identidade da Fórmula 1. Os motores V8 foram usados pela última vez em 2013, e o plano atual projeta a volta desse conceito para 2030, desde que haja concordância entre FIA, equipes e fabricantes.
Debate ocorre em meio à transição das regras de potência
A discussão sobre o V8 acontece enquanto a Fórmula 1 ainda atravessa uma fase de adaptação ao regulamento de potência introduzido nesta temporada. Pela regra atual, a entrega de potência está dividida igualmente entre o motor de combustão interna e a parte elétrica.
Esse equilíbrio também já tem alterações previstas para os anos seguintes. Em 2027, a participação do motor a combustão interna passará para 58%, e em 2028 subirá para 60%. O debate sobre o V8, portanto, ocorre paralelamente a uma revisão gradual da relação entre o componente a combustão e o sistema elétrico.
Ben Sulayem se mostrou otimista com o andamento das conversas com equipes e fabricantes, que já analisam os textos preliminares enviados pela FIA. A definição do arcabouço técnico é tratada como o próximo passo para transformar a proposta em regulamento efetivo a partir de 2030.