Pelas novas normas, a circulação de pessoal e de informação entre essas divisões terá restrições severas. Um funcionário da F1 realocado para uma área que não seja da categoria também ficará impedido de fazer qualquer trabalho relacionado à Fórmula 1 por pelo menos um ano.
Nova separação mira intercâmbio de funcionários e informação
A revisão atinge um ponto que vinha sendo tratado como zona cinzenta no regulamento. Christian Horner, chefe da Red Bull, já havia admitido essa margem de interpretação ao comentar a criação de estruturas paralelas na equipe. “No começo, havia uma zona cinzenta nos regulamentos sobre a alocação de engenheiros”, disse Horner.
O modelo ganhou atenção especialmente por causa da Red Bull Advanced Technologies, divisão conhecida por projetos como o hipercarro RB17. Horner revelou que essa estrutura foi criada em parte para manter Adrian Newey satisfeito.
Histórico da Red Bull pesa no debate sobre o teto
As regras do teto de gastos foram introduzidas em 2021, e a Red Bull segue como a única equipe punida por exceder o limite por gastos acima do permitido. Naquele ano, a equipe ultrapassou o teto em £1,86 milhão.
A infração resultou em multa de £6 milhões e em uma redução de 10% na cota de pesquisa aerodinâmica. Aston Martin e Williams também tiveram violações ligadas ao teto, mas em caráter processual.
Outro ponto mantido no regulamento é a isenção dos salários dos três funcionários mais bem pagos que não sejam pilotos no cálculo do teto de gastos. A mudança aprovada agora se concentra na separação entre operações de F1 e atividades fora da categoria, com barreiras mais duras para o trânsito de profissionais e dados entre essas áreas.