A ação tem como eixo o GP de Singapura de 2008, episódio associado ao caso conhecido como Crashgate. Naquele campeonato, Lewis Hamilton terminou com o título por apenas um ponto de vantagem sobre Massa, diferença que está no centro da argumentação apresentada pelo brasileiro.
Recurso chega à Suprema Corte após decisão parcial favorável
O caso avançou depois de uma decisão do juiz Jay, que rejeitou três alegações apresentadas por Massa, mas autorizou o prosseguimento da acusação de conspiração por meios ilícitos. É esse ponto que seguirá para exame na Suprema Corte.
A discussão judicial inclui o que dirigentes da Fórmula 1 e da FIA sabiam sobre o episódio e em que momento teriam tomado conhecimento dos fatos. Em entrevista concedida em 2023, Bernie Ecclestone, ex-proprietário da F1, disse: “Eu sabia do episódio antes da investigação formal feita em 2009.”
Ao mesmo tempo, Ecclestone e os advogados da F1 e da FIA sustentam que só souberam do acidente depois de 2009. Essa divergência faz parte do núcleo da disputa que será analisada pela Justiça britânica.
Singapura 2008 é a base da argumentação de Massa
A fundamentação da ação está ligada aos desdobramentos esportivos e financeiros do episódio ocorrido em Singapura durante a temporada de 2008. O caso envolveu manipulação de resultados e passou a ser tratado como Crashgate, tema que embasa o pedido de indenização feito por Massa.
Além de Ecclestone, o processo menciona nomes como Max Mosley, Charlie Whiting, Nelson Piquet Jr. e Fernando Alonso no contexto do episódio. A audiência marcada para fevereiro de 2027 será a próxima etapa formal do recurso apresentado por Massa no Reino Unido.
As datas já definidas pela Suprema Corte colocam o caso novamente em fase de análise judicial de alto nível, com a acusação de conspiração por meios ilícitos mantida no processo depois da decisão de 4 de junho.