Szafnauer trabalhou por nove anos na Force India antes de o time ser salvo por Stroll. Depois disso, a estrutura passou a se chamar Racing Point e, mais tarde, Aston Martin. Desde a saída de Szafnauer, em 2022, a equipe já teve três diferentes chefes.
Ex-dirigente relaciona ambiente interno ao poder de Stroll
Ao comentar a dinâmica dentro da Aston Martin, Szafnauer destacou o peso da figura de Lawrence Stroll nas decisões. “Ele é o dono da equipe. É muito ambicioso e, por causa disso, tem poder total ali”, afirmou.
Na mesma linha, o ex-dirigente usou uma comparação para descrever o comportamento de parte das pessoas ao redor do proprietário. “Você acha que algumas pessoas andam em ovos ao redor do presidente dos Estados Unidos?”, disse, ao falar sobre a percepção interna em relação a Stroll.
Szafnauer também atribuiu ao empresário responsabilidade direta pelo momento turbulento da equipe, ao criticar a preferência por mudanças frequentes de pessoal em vez de continuidade. Segundo ele, Stroll criou a confusão interna da Aston Martin ao favorecer “rotatividade de pessoal” acima de “paciência”.
Fase ruim em 2026 aumenta pressão sobre o projeto
As declarações acontecem enquanto a Aston Martin atravessa dificuldades técnicas e esportivas. Além da campanha fraca até aqui, a equipe enfrenta problemas com uma unidade de potência Honda considerada sem desempenho suficiente e com um chassi acima do peso.
Lawrence Stroll mantém um plano de 10 anos para transformar a Aston Martin em campeã mundial. Mesmo assim, o cenário atual é de instabilidade: além do desempenho abaixo do esperado na pista, há relatos sobre um clima de medo na equipe em relação à segurança no emprego, embora esse ponto não tenha sido confirmado por outras fontes apresentadas no mesmo contexto.
Entre os nomes ligados ao projeto da Aston Martin neste período também estão Adrian Newey, Mercedes, Honda e Red Bull Powertrains, em meio à tentativa da equipe de reverter uma temporada que, até aqui, soma apenas sete pontos.