A revelação foi feita por Horner ao The F1 Show Podcast, da Sky Sports, e também aparece em seu livro Drive, que será lançado na quinta-feira. Hamilton deixou a McLaren para defender a Mercedes no início de 2013, em uma negociação pela qual Lauda ficou amplamente creditado.
Red Bull optou por manter Vettel e Webber
Horner relatou que a equipe monitorava o mercado de pilotos e chegou a discutir o nome de Hamilton, que era gerenciado por Simon Fuller e tinha pretensões contratuais elevadas. As conversas ganharam força especialmente no período do GP de Singapura, em setembro.
Mesmo assim, a Red Bull preferiu não mexer em sua formação. Naquele momento, Sebastian Vettel vinha de três títulos seguidos, e a equipe decidiu preservar a dupla com Mark Webber. Horner resumiu a avaliação da época ao dizer: “Tínhamos um piloto vencedor com Seb; precisávamos mesmo mexer no que estava funcionando?”
Horner atribui papel decisivo a Lauda na ida para a Mercedes
De acordo com Horner, a escolha de Hamilton pela Mercedes passou diretamente pela atuação de Niki Lauda. Ao relembrar a negociação, o dirigente afirmou: “Niki o convenceu a ir para lá.”
O contexto da época, segundo o próprio relato, era de uma Mercedes que ainda enfrentava dificuldades depois da compra da Brawn. Horner disse também que entender o mercado de pilotos faz parte da função de um chefe de equipe: “É seu trabalho entender como está o mercado de pilotos.”
Na mesma participação, Horner elogiou Max Verstappen e o classificou como o maior talento que já viu. Ele afirmou que o holandês tinha “um talento fora do normal”. Verstappen segue como o vencedor mais jovem de um Grande Prêmio, enquanto Kimi Antonelli aparece com chance de superar o recorde de Vettel como campeão mundial mais jovem.