O cenário ganha peso extra nesta temporada por causa das mudanças profundas no regulamento técnico. Com maior participação da energia elétrica nas unidades de potência em 2026, a gestão de energia passa a ter papel ainda mais relevante em um circuito que combina trechos de alta velocidade com pontos de forte desaceleração.
Traçado mistura tipos de curva e cobra compromisso no acerto
Austin é tratado como um dos circuitos mais completos do calendário justamente por reunir características diferentes ao longo da volta. Isso impede escolhas extremas de acerto, porque o carro precisa responder bem em situações opostas: velocidade final nas retas, apoio aerodinâmico em curvas rápidas e eficiência mecânica nas frenagens.
Entre os pontos mais decisivos da pista, a curva 12 aparece como uma das principais oportunidades de ultrapassagem. Isso aumenta a importância de um carro competitivo no fim da reta e também de uma boa tração na saída das curvas anteriores, fatores que podem influenciar diretamente as disputas por posição.
Pneus, suspensão e energia entram no centro da preparação
Além do compromisso aerodinâmico, o comportamento dos pneus tende a ser influenciado pela combinação de curvas velozes e frenagens intensas. Esse tipo de exigência pode pesar tanto no desgaste quanto na janela ideal de funcionamento dos compostos ao longo dos stints.
Outro ponto técnico relevante está nas irregularidades do asfalto, que pedem atenção especial das equipes no acerto de suspensão. O trabalho de preparação do carro, portanto, precisa considerar não só a busca por desempenho puro, mas também a forma como o conjunto reage às ondulações da pista sem comprometer estabilidade e conservação dos pneus.
O GP dos Estados Unidos está marcado para domingo (25), às 17h no horário de Brasília.