No relato, Mansell descreveu primeiro a violência do impacto inicial, que o lançou para fora do kart em alta velocidade. “Fui arremessado a bem mais de 100 milhas por hora”, afirmou. Na sequência, a situação ficou ainda mais grave quando outro kart o atingiu na cabeça. “Um kart passou e me acertou na cabeça a 120 milhas por hora”, disse.
Segundo a lembrança de Mansell, o choque abriu um corte profundo em sua cabeça. Ele também relatou que não tem recordação imediata do resgate ou dos primeiros atendimentos após a batida, e que sua primeira memória depois do acidente já foi dentro do hospital, durante o procedimento médico.
Primeira lembrança foi na sala de cirurgia
Mansell contou que só voltou a ter alguma percepção da situação quando estava sendo operado. “Eu acordei, ou melhor, lembro de ter acordado quando estavam costurando a minha cabeça”, afirmou. O relato indica que ele permaneceu inconsciente por parte do atendimento até recuperar essa breve lembrança na sala cirúrgica.
A sequência descrita por Mansell liga diretamente a pancada sofrida na pista ao corte profundo que exigiu sutura no hospital. No depoimento, ele não menciona lembranças anteriores a esse momento, apenas a imagem de estar sendo atendido enquanto os médicos fechavam o ferimento.
Extrema-unção durante o atendimento
O ex-piloto também disse que só mais tarde soube de outro detalhe daquele atendimento: enquanto seguia inconsciente, recebeu extrema-unção. “Estavam me dando a extrema-unção; eu não sabia de nada”, declarou.
O acidente aconteceu antes de sua chegada à Fórmula 1 e ficou marcado por uma combinação de fatores extremos no relato de Mansell: ele foi lançado a mais de 100 milhas por hora, depois atingido na cabeça por outro kart a 120 milhas por hora e só voltou a ter lembrança já na cirurgia, quando sua cabeça estava sendo costurada.