“Definitivamente sinto que, nos últimos dois finais de semana, tenho andado muito melhor”, disse Piastri. Ainda assim, ao falar sobre o que espera do carro nas próximas etapas, foi direto: “No curto prazo, provavelmente é isso de melhor que vamos ter.”
A avaliação do piloto acontece em um momento de perda de rendimento da McLaren em relação às principais rivais. A equipe passou a aparecer atrás de Red Bull, Mercedes e Ferrari, enquanto Piastri já soma 14 corridas sem subir ao pódio desde o GP de Miami. No campeonato de construtores, a McLaren ocupa a terceira posição, com sete pontos de vantagem sobre a Red Bull.
Última grande atualização veio em julho
A última atualização de maior porte da McLaren foi levada ao carro no GP da Hungria, em julho. Desde então, a equipe não promoveu uma mudança ampla no pacote, e Andrea Stella já indicou que novos componentes devem aparecer apenas no fim da temporada. Não há detalhamento público sobre quais peças serão introduzidas.
Esse calendário ajuda a explicar a cautela de Piastri. Mesmo com melhora de desempenho nas corridas recentes, o piloto não projeta uma alteração significativa de patamar sem novidades mais relevantes no carro. O contexto técnico também pesa: os carros e os pneus de 2026 são muito diferentes, o que torna a adaptação ao modelo atual um tema importante para a dupla da equipe.
Norris também relata dificuldades com o carro
Lando Norris, companheiro de equipe de Piastri na McLaren, fez uma descrição semelhante sobre o comportamento do carro. “É difícil de pilotar e exige muito esforço para reagir da forma esperada”, afirmou.
A combinação entre a falta de conforto relatada por Piastri e a dificuldade apontada por Norris ajuda a explicar por que a McLaren não espera uma recuperação imediata só com ajustes de acerto. As próximas mudanças mais relevantes no carro, segundo a própria equipe, devem ficar para o fim da temporada.
































