Segundo Wolff, o resultado chamou a atenção da Mercedes a ponto de render um convite para uma reunião em Stuttgart com um integrante do conselho da marca. Ao recordar a conversa, ele relatou ter ouvido a pergunta: “Como uma equipe privada pequena como a sua consegue vencer uma corrida?”
Diferença de orçamento entrou no centro da conversa
Wolff contou que a discussão passou pela diferença de investimento entre Mercedes e Williams naquela fase. De acordo com ele, a Mercedes gastava 100 milhões a mais do que a Williams, contraste que entrou diretamente no debate sobre desempenho e resultados na pista.
Na resposta, o dirigente disse ter sido direto: “Certo, então um de nós está errado.” Em outro trecho da lembrança, ele citou os recursos usados pela Mercedes com sua dupla de pilotos à época: “Esses 100 milhões que vocês gastam com Michael Schumacher e Nico Rosberg.”
A leitura de Wolff foi construída a partir de um cenário em que a Williams, mesmo com menos recursos, conseguiu transformar um fim de semana forte em vitória. Maldonado largou na frente e converteu a pole em triunfo, em um resultado que acabou sendo o único de sua carreira na Fórmula 1.
Triunfo da Williams antecedeu mudança de Wolff
A vitória também se destacou pelo contexto da própria Williams naquele período. Maldonado tinha apoio financeiro da Venezuela, e o sucesso no GP da Espanha se tornou um caso fora da curva diante da diferença de investimento em relação à Mercedes.
Wolff se juntou à Mercedes no início de 2013. Depois disso, a equipe embalou a sequência que terminou com oito títulos consecutivos de construtores entre 2014 e 2021.
































