Antonelli venceu cinco corridas seguidas no primeiro quarto do campeonato, enquanto Russell chegou à pausa de verão de agosto com apenas dois pódios. A reação veio mais recentemente, com a vitória em Baku, resultado que reduziu sua desvantagem para 66 pontos na classificação.
Chefe da Mercedes relata reação de Russell ao cenário interno
Wolff afirmou que Russell sentiu o efeito da realidade criada pelo desempenho de Antonelli. “Ele fica para baixo. É alguém muito emotivo, de um jeito diferente de um piloto italiano”, disse o dirigente ao comentar a forma como o piloto lida com a disputa.
A Mercedes convive com um cenário em que os dois pilotos estão em momentos diferentes de trajetória na Fórmula 1. Ainda assim, ambos têm ligação antiga com o programa da equipe: Russell está com a Mercedes desde os 17 anos, enquanto Antonelli entrou na estrutura quando tinha 11.
O contexto também ajuda a explicar o tamanho da surpresa interna. Russell iniciou 2026 cercado por expectativa de brigar pelo campeonato, mas viu Antonelli assumir protagonismo rapidamente com a sequência de vitórias no começo do ano.
Mercedes mantém política de não favorecer um dos lados da garagem
Mesmo com a disputa direta e a diferença ainda aberta na tabela, Wolff afirmou que a Mercedes não pretende estabelecer prioridade entre os pilotos. “Eu nunca poderia, e a equipe nunca iria favorecer um piloto”, declarou.
O dirigente já passou por disputas internas intensas em outras fases da Mercedes e voltou a sustentar a mesma linha agora. A equipe tenta administrar a concorrência entre um piloto que começou o ano como referência natural na luta pelo título e outro que se consolidou rapidamente como vencedor em sequência.
O próximo compromisso da Fórmula 1 será o GP do Bahrein, marcado para 8 de outubro. A categoria está na Malásia pela primeira vez desde 2017.