“Tivemos dois patrocinadores que nos deixaram por causa disso”, disse Wolff ao comentar o impacto comercial da decisão.
Decisão veio junto da saída de Hamilton
Wolff relatou que a definição sobre o substituto de Hamilton ficou clara no momento em que o então piloto da Mercedes comunicou sua saída. “Quando Lewis apareceu na minha porta naquela manhã, tudo já estava claro para mim”, afirmou.
A aposta em Antonelli foi feita mesmo depois de uma temporada de F2 abaixo da expectativa em 2024, quando ele venceu apenas duas corridas e só alcançou a primeira vitória na 15ª prova do ano. Ainda assim, Wolff sustentou que o histórico anterior do piloto pesou na escolha. “Kimi já havia confirmado isso com seu sucesso na Fórmula 4 e na Fórmula Regional”, declarou.
Mercedes tratou promoção como projeto de longo prazo
De acordo com Wolff, a equipe não esperava um retorno imediato e já encarava a mudança como um plano mais amplo de desenvolvimento. “Para mim, estava claro que seria um projeto de pelo menos dois anos”, disse o dirigente.
A decisão também teve apoio de Ola Kallenius, lembrado por Wolff ao reconstituir o processo que levou Antonelli à vaga. A promoção acabou sendo validada rapidamente em pista: Antonelli conquistou o título mundial de Fórmula 1 em sua segunda temporada.
Mudanças comerciais acompanharam a troca no cockpit
No fim de 2024, Tommy Hilfiger e Puma deixaram a Mercedes, enquanto a Adidas assumiu o espaço das duas marcas em 2025. Wolff não revelou quais patrocinadores saíram por causa da aposta em Antonelli. Outro caso citado foi o da Gillette, que negociou com a Mercedes, mas acabou fechando com a Audi.