Alonso e Stroll abandonaram depois de apenas cinco voltas. No caso do espanhol, o problema na corrida envolveu o MGU-K. Já Stroll foi chamado para parar na sexta volta, numa medida para evitar danos à bateria. Os dois casos foram tratados como falhas na unidade de potência.
O fim de semana de Alonso já havia sido comprometido antes da largada. Ele enfrentou problemas na unidade de potência durante a classificação e terminou apenas em 17º no grid. A falha, segundo o relato da Honda, não havia dado sinais nos trabalhos anteriores do fim de semana.
Alta altitude aumentou a carga sobre o sistema
Shintaro Orihara, gerente-geral de operações de pista e engenheiro-chefe da Honda, responsável pelas operações da unidade de potência da Aston Martin, disse que a fabricante já esperava uma corrida mais delicada por causa das características do traçado.
“Sabíamos que, por causa das condições especiais de grande altitude da Cidade do México, enfrentaríamos desafios extras em relação aos outros”, afirmou Orihara. O circuito Hermanos Rodríguez está situado a aproximadamente 2.250 metros acima do nível do mar.
Na avaliação da Honda, o ponto crítico apareceu no resfriamento do ERS. “Descobrimos que nosso circuito de refrigeração do ERS estava sob uma carga maior do que a prevista”, explicou Orihara. A fabricante não detalhou além disso a causa exata da falha.
Problemas no México se somam a outras limitações de 2026
Os abandonos ampliam uma lista de dificuldades técnicas enfrentadas pela Honda com a Aston Martin ao longo da temporada. Nos testes de pré-temporada, problemas severos de vibração chegaram a danificar baterias. Além disso, a unidade de potência também vinha apresentando desvantagem de potência em linha reta em comparação com concorrentes.
A leitura interna da Honda é de que o restante da temporada também serve para alimentar o desenvolvimento seguinte. “Em cada corrida deste ano, precisamos aprender para 2027, mesmo com lições difíceis”, disse Orihara.































