Enquanto isso, Ferrari e McLaren passaram a introduzir mudanças mais frequentes em componentes significativamente alterados. A comparação ganhou peso num momento em que a Mercedes começou a temporada com o carro mais competitivo, mas viu os rivais avançarem ao longo do ano.
Comentário de Wolff abriu debate sobre o teto de gastos
Após o GP da Holanda, Wolff, CEO da Mercedes, resumiu a situação da equipe de forma direta: “A gente não tem dinheiro para colocar atualizações no carro.” Em outro momento, ele também rejeitou a ideia de que a equipe tenha exagerado no investimento no início do projeto: “Gastamos demais no desenvolvimento inicial? Acho que não.”
Bradley Lord, diretor-adjunto da equipe, tratou o assunto em termos mais específicos ao explicar que existe “uma batalha escondida” dentro do teto orçamentário. Na Fórmula 1, o limite anual de gastos cobre despesas da equipe com o carro da temporada seguinte dentro do ano-calendário, além de itens como desenvolvimento, construção e frete aéreo.
Os dados financeiros públicos da Mercedes indicaram lucro operacional de US$ 223 milhões sobre receita de US$ 849 milhões, o que coloca a fala de Wolff sob uma leitura mais ligada às restrições do regulamento financeiro do que à saúde econômica da operação como um todo.
Estratégia mais contida contrasta com rivais
A Mercedes vem seguindo um plano de evolução em etapas, com menos intervenções visíveis no carro do que adversários diretos. Andrew Shovlin, diretor de engenharia de pista da equipe, situou esse movimento no contexto da disputa técnica ao dizer que os concorrentes “estavam tentando tirar a diferença”.
O debate apareceu logo depois de um fim de semana em que Lando Norris venceu o GP da Holanda com 11s5 de vantagem sobre Kimi Antonelli, enquanto George Russell completou o pódio. Antonelli segue líder do campeonato com 59 pontos de frente, mesmo tendo vencido apenas uma das últimas seis corridas.
Fora da pista, a Mercedes também teve uma operação relevante em sua estrutura acionária: George Kurtz comprou 5% da equipe por US$ 300 milhões, em um negócio que avaliou a Mercedes em US$ 6 bilhões.