Mesmo com a chance matemática de definição já nesta corrida, Wolff adotou um tom cauteloso ao tratar do cenário. “Preciso me lembrar de que isso é automobilismo e coisas malucas já aconteceram”, afirmou o chefe da Mercedes.
Antonelli pode se tornar o campeão mundial mais jovem da história da categoria. Ainda assim, Wolff indicou que a equipe prefere tratar a reta final do campeonato sem antecipar a conquista.
Mercedes trabalha com horizonte de seis corridas restantes
Ao explicar a abordagem da equipe, Wolff disse que a referência interna é considerar que ainda há seis corridas pela frente. “O objetivo precisa ser somar pontos, não perder muitos em relação aos outros”, declarou. Em seguida, resumiu a linha adotada pela Mercedes: “Essa é a melhor maneira de conquistar um título.”
Wolff também afirmou que não enxerga como provável o conjunto de resultados necessário para a disputa ser encerrada imediatamente. Em outra avaliação sobre o campeonato, ele disse que não vinha olhando a situação por essa perspectiva específica.
O que Antonelli precisa e como ficam os rivais
Se vencer a prova, Antonelli chegará a 365 pontos. Nesse cenário, Russell precisaria terminar em oitavo ou melhor para seguir vivo na briga pelo título, enquanto Hamilton teria de chegar no máximo em quarto para manter chances matemáticas.
Uma vitória de Antonelli também eliminaria Max Verstappen, Charles Leclerc e Lando Norris da disputa pelo campeonato. O piloto da Mercedes embala uma sequência de cinco vitórias consecutivas e soma ainda mais três triunfos na temporada; a vitória mais recente veio em Madri.
Além da disputa pelo título, a parte final do calendário segue cercada de incerteza. A Fórmula 1 trabalha com um plano alternativo que prevê Imola como substituta para as etapas do Catar e de Abu Dhabi.