Antonelli venceu a corrida mesmo largando em 19º, em uma prova que também o colocou como o primeiro italiano a ganhar o GP da Itália desde Ludovico Scarfiotti, em 1966. No campeonato, ele abriu 66 pontos de vantagem sobre Russell.
Duelo entre companheiros ocorreu nas voltas finais
O lance que motivou a reação de Wolff aconteceu entre as voltas 49 e 50. Antonelli passou pela brita na Curva 2 por causa de problemas na superfície da pista e, pouco depois, ultrapassou Russell na chicane de Ascari.
Ao comentar a disputa, Wolff, CEO e chefe de equipe da Mercedes, disse que quer evitar esse tipo de situação entre seus pilotos. “Não quero ver os dois andando colados um no outro”, afirmou. Em seguida, resumiu o risco do momento: “Não existe margem nenhuma entre o ‘herói’ e o ‘zero’.”
A preocupação da Mercedes era com a possibilidade de um toque entre os dois carros no momento decisivo da prova. A equipe, por isso, alinhou parâmetros internos sobre como Russell e Antonelli devem se comportar em disputas diretas daqui para frente.
Vitória veio apesar de punição e recuperação no pelotão
A escalada de Antonelli até a vitória ganhou ainda mais peso porque o piloto largou do fim do grid depois de receber uma punição por usar um motor além da cota permitida na temporada. Em um dos momentos decisivos da prova, ele aproveitou um período de VSC para fazer sua parada nos boxes.
Depois da corrida, Antonelli disse que não pensou no título durante o GP da Itália de 2026. Russell, por sua vez, tratou sua situação no campeonato com cautela e afirmou que não é “iludido” e sabe que precisa de “alguma sorte”.
A pole position da prova ficou com Pierre Gasly. Já a próxima etapa do calendário será o GP da Espanha, no novo Madring, em Madri.
































