Os números colocam a Mercedes em posição de destaque para a corrida, enquanto Ferrari e McLaren saíram da sexta-feira com sinais mais preocupantes. No caso da Ferrari, os carros ficaram cerca de 0s9 por volta atrás da Mercedes nas simulações longas. Pela McLaren, Oscar Piastri perdeu 1s51 em relação a Russell, e Lando Norris nem chegou a completar uma sequência representativa por causa de problemas técnicos.
Vantagem apareceu no setor final
O principal diferencial da Mercedes esteve no setor final da pista, ponto em que a equipe construiu a vantagem vista no ritmo de corrida. O cenário também foi marcado pela leitura sobre a degradação dos pneus, um dos temas centrais do dia.
Toto Wolff, CEO da Mercedes, resumiu a impressão da equipe sobre o comportamento dos compostos ao dizer: “Nunca vimos isso antes”, em referência à degradação. Ainda sobre a prova, ele indicou uma tendência para a estratégia ao afirmar: “Acho que no fim será uma”, falando do número de paradas nos boxes.
Pela Pirelli, Dario Marrafuschi, técnico da fornecedora de pneus, avaliou que o desgaste pode ser menor do que se imaginava inicialmente. Segundo ele, “provavelmente teremos menos degradação do que o esperado”, em um cenário influenciado pela aderência do asfalto.
Haas surpreende, e Racing Bulls fica sem referência
No pelotão intermediário, a Haas foi a equipe que mais chamou atenção. Esteban Ocon apareceu a 0s92 por volta de Russell, desempenho que colocou o time em evidência no comparativo de tandas longas.
Mais atrás, a Alpine ficou a 1s60 da referência da Mercedes, a Audi a 2s20, a Williams a 2s58, a Cadillac a 4s00 e a Aston Martin a 4s33. A Racing Bulls, por sua vez, não conseguiu completar uma simulação representativa depois do acidente de Arvid Lindblad.