A crítica de Windsor foi direcionada a Fred Vasseur, chefe da Ferrari, a quem ele atribui a responsabilidade por evitar esse tipo de impasse entre os dois pilotos durante a corrida. Para ele, o ponto central não foi apenas a disputa interna na pista, mas a ausência de uma decisão clara para encerrar a situação.
Windsor aponta risco previsível na formação da dupla
Ao comentar a dinâmica entre os pilotos da Ferrari, Windsor afirmou que o cenário já era esperado desde a montagem da atual dupla. “Se você quer contratar um Lewis Hamilton para substituir um Carlos Sainz, sabe que vai haver conflitos”, disse.
Na mesma linha, ele lembrou que já via potencial para problemas desse tipo quando Hamilton foi colocado ao lado de Leclerc. “Essa é uma das razões pelas quais eu disse que seria uma confusão quando colocassem Lewis ao lado de Charles”, afirmou.
A observação de Windsor parte do entendimento de que reunir dois pilotos desse nível exige uma definição mais rígida da equipe em momentos de corrida em que os interesses esportivos passam a competir diretamente.
Crítica recai sobre a falta de uma decisão definitiva
Windsor disse que a Ferrari precisa de uma autoridade clara para conduzir esse tipo de situação entre os carros. “Precisa ter alguém capaz de tomar decisões, e essa pessoa tem de ser alguém que os dois pilotos respeitem”, declarou.
Na avaliação dele, essa autoridade precisa estar no topo da estrutura da equipe e agir de forma direta quando surgir um impasse na pista. “Tem de ser alguém no topo da hierarquia que diga: ‘Certo, é isso que vamos fazer, ponto final’”, completou.
As declarações vieram depois de uma corrida em que Hamilton saiu frustrado por ter ficado atrás de Leclerc em Zandvoort. Para Windsor, a prova virou um exemplo prático do tipo de conflito que a Ferrari precisa administrar com mais firmeza quando os dois pilotos disputam espaço e tempo de corrida dentro da própria equipe.