A renovação foi fechada em meio a um cenário turbulento. Até aqui, a Williams marcou apenas sete pontos em 2026, e o FW48 virou alvo de críticas duras do próprio Sainz, que o definiu como “o pior carro” que já guiou. As principais queixas do espanhol envolviam o excesso de peso do modelo e a falta de ritmo.
FW48 virou foco da insatisfação de Sainz
O desempenho do carro foi o centro da frustração do piloto. Antonio Lobato, jornalista e comentarista da SoyMotor, afirmou que o clima era de forte irritação do lado de Sainz durante a temporada.
“Ele estava realmente muito irritado e muito decepcionado”, disse Lobato ao comentar a situação vivida pelo piloto dentro da Williams.
Além dos problemas de peso e de competitividade do FW48, a equipe concentrou recursos no regulamento novo de 2026, contexto citado como parte da explicação para a queda de rendimento do carro atual. O resultado prático foi uma campanha com pouca pontuação e o carro preso à parte de trás do grid em vários momentos do ano.
Encontro com a equipe destravou a permanência
Segundo Lobato, a conversa reservada com a Williams foi decisiva para a continuidade do vínculo. No encontro, a equipe reconheceu os erros cometidos ao longo do projeto e apresentou esse posicionamento diretamente a Sainz antes da assinatura.
“Eles assumiram total responsabilidade e reconheceram todos os erros”, afirmou o comentarista ao tratar da reunião que convenceu o piloto a permanecer.
A duração exata do novo acordo não foi divulgada, mas o acerto é descrito como plurianual e válido a partir de 2027. Antes de fechar com a Williams, Sainz também tinha alternativas para sair, com opções envolvendo Audi e Red Bull.
Alex Albon aparece no mesmo contexto esportivo da equipe, em uma temporada marcada por baixo rendimento e pouca margem de reação na tabela. Mesmo nesse cenário, a Williams conseguiu segurar Sainz para o próximo ciclo com a promessa de corrigir as falhas que comprometeram o FW48.